Quarta-feira, 1 de Julho de 2009

Chegou primeiro. E viu o mundo ser contruído a sua volta. O sol partir de si para iluminar as coisas. As bússulas voltarem sempre para sua direção. Os planetas se alinharem, o horário zerar, as famílias se reunirem em círculo a partir do seu marco.

Nunca perceberia, entretanto, que aquilo não era seu por direito.

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Terça-feira, 30 de Junho de 2009

Tec-tec-tec é o barulho que faz o teclado quando se digita, indistintamente, qualquer coisa. E ele nos serve para termos em mente que a palavra escrita, em si, é indistinta, como conjunto de letras que se combinam aleatoriamente e cujo resultado -- quase como um golpe de mágica exultante e igualmente arbitrário -- é passível de sucesso. O que diferencia uma conversa no messenger de um romance?

A supremacia dos escritores.

Os autores, como entidades sociais, são aqueles que podem livremente empregar a palavra "eu", naquilo que dizem ou escrevem. Aliás, não só podem como devem fazê-lo, uma vez que a negação ou a hesitação em relação a revelar-se como indivíduo pode suscitar reações psicanalíticas violentas por parte da opinião pública. Nada que um escritor escreve pode ser fictício. Tudo tem lastro na sua formação pessoal.

O que é diametralmente oposto a qualquer outra forma de texto, que sim, deve esconder seu autor como se fosse, nas belas palavras de Douglas Adams, o último número primo. Não só isso, mas seu conteúdo deve expressar toda a indiferença que caracteriza a condição humana, tanto em relação ao mundo, quanto a si mesmos. Assim, se o fictício é aquilo passível de ser psicanalizável, o não-fictício é aquilo incapaz de mobilizar todo e qualquer tipo de emoção.

Dentro dessa relação bilateral, em que a definição de um representa a contra-definição do outro, temos a famigerada internet, esse terrorista literário sem precedentes. Incapazes de entender o seu significado, os textos virtuais, quer sejam blogues, twitter, email, são a voz do obscurantismo medieval que reaparece para deixar o mundo nas trevas. Tão inefável como Deus, seu percurso no universo contemporâneo atualiza Hamlet, colocando mais uma coisa entre o céu e a terra que a nossa vã filosofia não alcança.

Essa medida de força entre as três tendências: o ficcional, o não-ficional e o obscuro -- é a batalha travada nos ideais mais profundos de nós, leitores de má índole, dispostos a tudo. Nossa ignorância abismal nos afasta dos grandes clássicos e nos joga, selvagemente, aos pântanos de um universo pré-ilustração, em que a terra continua plana e rodeada por monstros marinhos. Caimos.

Agora, estamos em busca de algo maior.

Segunda-feira, 29 de Junho de 2009

thriller nã-nã-nã...



o melhor comentário que eu vi, sobre a mega midiatizada morte de michael jackson aka rei do pop, foi o de um leitor da folha. numa dessas reportagens cretinas sobre como o jovem talentoso virou um pedófilo bizarro, ou melhor, em como a morte do super astro já era crônica de uma morte anunciada, o cara escreve, no rodapé, algo como "pobre diabo. mais uma vítima dessa midia escrota que vai ganhar milhões com a sua morte". é clichê, mas é verdade. se a britney quase se matou por ter estado a vida inteira na frente do holofote, o que mais poderia acontecer com um super talentoso menino, molestado pelo pai, vítima de maus tratos e do humor inflexível dos irmãos? tem tempo que todo mundo sabe que o michael era pirado da cabeça, e ainda atormentado pela fama, sem família e sem amigos. é realmente uma história muito trágica, como bem disse o Obama.

o que mais mata, entre "fãs" que nem sabem o refrão de thriller e hypes disputando quando mais cedo detectaram a decadência musical do dito-cujo, é que, no final, as pessoas não têm em mente o imenso talento que esse cara realmente tinha. e digo, de i´ll be there a black and white, o pacote todo.

primeiro, um moleque fofinho com uma voz maravilhosa, numa das bandas principais de uma gravadora que revolucionou completamente os EUA racistas das décadas de 60 e 80.

depois, um adolescente vanguardista, inventor do videoclipe moderno, excelente bailarino.

mais tarde, um homem conturbado, sim, mas ainda e pra sempre o rei do pop.

mas, na minha cabeça, o mj sempre será o jovem meio tímido do clipe de billy jean...

Quinta-feira, 25 de Junho de 2009



Um dia, eu vou fazer coisas bonitas como esta.

Enquanto esse dia não chega, nada de esperanças para este blogue.

(a não ser elogios casuais, que salvam o meu dia)

imagem deste blogue deprêeeeee...
me recuso a viver num mundo em que o Michael Jackson não exista.

Domingo, 21 de Junho de 2009

Folha - Como você se sentiu com a morte [em janeiro] de Ron Asheton [guitarrista do Stooges e amigo de adolescência de Iggy]?
Iggy - (longo suspiro) Vou ser bem honesto com você. Seja lá o que senti, se contasse por telefone para alguém com o seu emprego, que eu nunca encontrei antes na vida, em uma entrevista para o público, seria falso. Então, não sei o que senti, senti muitas coisas.

Sábado, 13 de Junho de 2009

...e entao eu recebo o seguinte email do personare:

Alerta vermelho, Raquel! Entre os dias 13/06 (Hoje) e 28/06, um choque entre o Marte do céu e o Mercúrio do seu mapa de nascimento pode indicar um período em que mal-entendidos podem ocorrer. Discussões desnecessárias podem ser iniciadas por conta de você dizer algo sem pensar. Vale aqui cultivar o máximo de bom senso, para saber quais discussões realmente valem a pena. Tomar mais cuidado com o que você diz evitará também problemas no que diz respeito a fofocas - nesta fase, Raquel, há o risco de você dizer uma coisa e tal coisa ser propagada (e distorcida) de uma forma inimaginável, como se você tivesse dito uma maldade, o que não é necessariamente verdade


Reparem duas coisas: primeiro, que o personare me conhece suficientemente bem pra saber que o meu pior defeito é sempre dizer coisas que eu nao queria dizer. segundo, o trocadilho sutil: pq o alerta vermelho é a conjucao de marte com mercurio.
eu queria ter feito um texto pessoal sobre o assunto, mas confesso que nao estou profundamente envolvida nos acontecimentos que se desenrolaram na universidade de sao paulo na ultima semana.

fui testemunha ocular, entretanto, da entrada e da saida dos policias militares portando metralhadoras, fazendo guarda na frente da reitoria da usp.

desse texto do prof vladimir safatle que virá a seguir, só discordo da parte que fala a respeito da indole dos estudantes. sinceramente, nao importa se o estudante desarmado, que está levando bala de borracha na cabeca, frequenta constantemente a biblioteca ou se passa as tardes fumando maconha na frente do predio da historia. apesar de muita gente pensar que os manifestantes sao vagabundos, isso so mostra a truculencia da nossa sociedade, que no fundo está argumentando que vagamundo tem que apanhar, tem que ser preso, tem que passar mal por gas lacrimogenio (so quem respirou isso sabe o que é, de verdade...).

também vi o estado da usp na quarta feira, quando os motoristas dos onibus que entram na cidade universitaria se negavam a entrar no campus, porque as bombas as vezes batiam no vidro ou mesmo entravam no onibus.

sem mais delongas...



AS CENAS de batalha campal que vimos nesta semana na USP ficarão na
memória daqueles que dedicam sua vida a essa instituição. Vários
professores, como eu, que nunca participaram de movimento sindical,
que nem sequer foram alguma vez a uma assembleia, veem com
estarrecimento a disseminação da crença de que conflitos trabalhistas
devem ser resolvidos apelando sistematicamente à polícia.
Diz-se que a polícia era necessária para evitar piquetes e
degradações. No entanto, tudo o que ela conseguiu foi acirrar os
ânimos e aumentar exponencialmente os dois.
Vale a pena lembrar que, por mais que sejam práticas problemáticas que
precisam certamente ser revistas, os piquetes estão longe de se
configurarem como ações criminosas. A história das sociedades
democráticas demonstra como eles foram, em muitos casos, peças
necessárias de um processo de ampliação de direitos. Cabe a nós provar
que esse tempo passou e que, devido à capacidade de diálogo, tais
práticas não têm mais lugar.
No entanto, quando se tenta reduzir manifestantes que procuram
melhorias em suas condições de trabalho a tresloucados patológicos que
nada têm a dizer, que não têm nenhuma racionalidade em suas demandas,
dificilmente alguma forma de diálogo conseguirá se impor.
Melhor seria começar explicando qual racionalidade justifica que a
universidade mais importante do país, responsável por parte
significativa da pesquisa nacional, tenha salários menores que os de
uma universidade federal em qualquer Estado brasileiro.
Por outro lado, há algo incompreensível na crença de que a polícia
possa ser chamada para mediar conflitos com alunos e funcionários
públicos. Muitos acreditam que ligarão para o 190 e receberão uma
espécie de "polícia inglesa" capaz de agir de maneira minimamente
adequada diante de cidadãos que se manifestam.
Contudo, o que vimos até agora foi uma polícia que entrou pela
primeira vez no campus armada com metralhadoras, quando a ação padrão
deveria ser, nessas situações, agir desarmada. Quem tem uma
metralhadora nas mãos imagina que porventura poderá usá-la. Mas contra
quem? Contra nossos alunos? E quem decidirá o momento de usá-la?
Como se isso não bastasse, uma polícia bem preparada não responde a
provocações de gritos e latas com bombas de gás lacrimogêneo e balas
de borracha usadas na frente da Escola de Aplicação e de uma faculdade
em que, normalmente, há crianças e adolescentes. O que aconteceria se
uma bala de borracha atingisse uma criança, ampliando um pouco mais o
enorme contingente de balas perdidas disparadas pela polícia?
Antes de ligar para a Polícia Militar, valeria a pena levar em conta
seu despreparo manifesto em intervenções em conflitos sociais,
histórico catastrófico mundialmente criticado por órgãos
internacionais.
Nenhum leitor terá dificuldade de se lembrar de situações de conflito
social nas quais policiais que se sentiram acuados reagiram de maneira
descontrolada, provocando tragédias.
Por fim, contrariamente a certa ideia que um anti-intelectualismo
militante gosta de veicular nestes momentos, vários alunos alvos de
balas de borracha são extremamente dedicados em seus cursos,
participam sistematicamente de colóquios e programas de pesquisa,
apresentam "papers" em congressos e podem ser constantemente
encontrados em nossas bibliotecas.
Sendo certo que vêm de todas as faculdades de nossa universidade (e
não apenas da área de humanas, como alguns querem fazer acreditar), é
inaceitável tratá-los como delinquentes potenciais. Dentre os 2.000
estudantes que se manifestaram nesta semana estão alguns de nossos
melhores alunos.
Em vez de estigmatizá-los, talvez seja o caso de se perguntar contra o
que eles se manifestam, já que, é sempre bom lembrar, antes da entrada
da polícia, nem professores nem alunos estavam em greve. A greve
restringia-se a funcionários.
Há um mês, em uma pequena cidade francesa, a polícia recebeu um
chamado de possível furto. Em uma atuação "exemplar", ela estava em
alguns minutos no local do crime. No entanto, o local era uma escola,
o objeto furtado, uma bicicleta, e o possível ladrão, uma criança de
dez anos. Sem pestanejar, a polícia retirou a criança da escola na
frente de seus colegas, levou-a à delegacia, colheu seu depoimento e a
fichou.
Possivelmente, foi contra esse modelo social baseado na incapacidade
de resolver conflitos sem apelar à mais crassa brutalidade securitária
que hoje nossos alunos se manifestam. Cabe a nós mostrar a eles que a
história da USP é outra.
________________________________
VLADIMIR SAFATLE, 36, é professor do Departamento de Filosofia da
Universidade de São Paulo

Terça-feira, 9 de Junho de 2009

o mundo acabou. nem mais um sinal da raça humana na terra. os prédios comerciais estão cobertos de areia, o vento varre pedaços de jornais que desacreditavam que o fim estava próximo.

Quinta-feira, 4 de Junho de 2009

um dia, por causa da cirurgia plástica, a gente vai andar na rua e todo mundo vai parecer a angelina jolie.

o novo hype, então, será ter dentes tortos como os meus.

investimento.

Quarta-feira, 3 de Junho de 2009

vamos pegar o primeiro avião

trexeira atingindo níveis insuportáveis. hoje pediram pra parar, por favor, de cantar legião urbana. o pior é que eu entendo.

hoje eu descobri que tinha um descendente de d. pedro II no avião da air france, fulano de orleans e bragança ainda por cima. foi quase engraçado. se eu fosse o tedouumdado já tinha feito um post zoando o ser humano, mas, pô... nem uma pessoa de sangue azul merece uma morte dessas, cara.

e falando em brasília, o sílvio barbato, ex-diretor da orquestra sinfonica do teatro nacional, em brasilía, também deu um jeito de estar nesse avião.

que merda, cara. que merda...

Segunda-feira, 1 de Junho de 2009

meu nome é legião

meu caro diário

its been a long time since we rock and rolled, eu sei. sexo verbal não faz meu estilo e toda vez que eu ando brocochô e fico com saudade de brasília, meus últimos neurônios se afogam em legião urbana, como calouros da USP na piscina. sempre precisei de um pouco de atenção, somos passaro novo, é preciso amar as pessoas, etc etc

tá ficando frio por aqui, a pimenteira tá morrendo por falta de sol, saio de manhã pra voltar de noite, gastando todo meu dinheiro com bobagem e tendo indigestão por excesso de feijoada.

enfim, sempre mais do mesmo. não era isso que você queria ouvir?

Quinta-feira, 21 de Maio de 2009

só mais uma...



esse cara é demais...

adorno: um resumo

o benedetti morreu. assim, pra sempre.

desde segunda de manhã meu coração é só...

Pero el rostro de vos
mira a otra parte
con sus ojos de amor
que ya no aman
como víveres
que buscan su hambre
miran y miran
y apagan mi jornada.

Las paredes se van
queda la noche
las nostalgias se van
no queda nada.

Ya mi rostro de vos
cierra los ojos
y es una soledad
tan desolada.


e esses caras que a gente admiram sao muito vivos nas nossas vidas e eles nem sabem o quanto...

Domingo, 17 de Maio de 2009



Cartoon by Tom Gauld for the Guardian (Saturday Review letters page)



“Pride and Prejudice and Zombies: —Pride and Prejudice and Zombies features the original text of Jane Austen’s beloved novel with all-new scenes of bone-crunching zombie action. As our story opens, a mysterious plague has fallen upon the quiet English village of Meryton—and the dead are returning to life! Feisty heroine Elizabeth Bennet is determined to wipe out the zombie menace, but she’s soon distracted by the arrival of the haughty and arrogant Mr. Darcy. What ensues is a delightful comedy of manners with plenty of civilized sparring between the two young lovers—and even more violent sparring on the blood-soaked battlefield as Elizabeth wages war against hordes of flesh-eating undead.

deste blog
passei ontem boa parte do dia, entre o adorno e o anjos e demonios, procurando um vídeo no iutube pra ilustrar este post, mas aparentemente vou ter que contar com a imaginação de vocês.

lendo o nosso querido filósofo alemão, eis que me vem o velho exemplo das petites madelaines que o personagem de proust come, que o faz deslanchar uma cadeia perfeita de reminiscências sobre sua vida no campo, quando sua tia fazia esses bolinhos pra ele. o motor da narrativa é o bolinho, portanto. vê se vocês me seguem: proust é francês, o bolinho é uma comida campestre francesa, o narrador é sugado para um torvelinho de memórias e emoções que ele não conseguiria evitar mesmo se quisesse.

sessenta anos depois, uma empresa de animação faz um filme sobre um ratinho cozinheiro, que vive justamente na frança e que, em certo momento, precisa satisfazer os gostos de um crítico de cozinha taciturno(dublado por peter o' toole, que, ao contrário da merryl streep, concorreu ao oscar umas 13 vezes e nunca ganhou). eis que o prato chega, um tipo de comida camponesa, e, ao prová-la, um zoom-in focaliza um pequeno menino com olhos enormes vendo uma senhora cozinhando, num lugar que parece uma pequena fazendinha bucólica.

moral da história:
1- não tem nada de novo embaixo do sol.
2- de pixar e proust cada um tem um pouco.
3- nda.

Sábado, 16 de Maio de 2009

"o risco peculiar assumido pela lírica, entretanto, é que seu princípio de individuação não garante que algo necessário e autêntico venha a ser produzido. ela não tem o poder de evitar por completo o risco de permanecer na contingência de uma existência meramente isolada" (adorno, "palestra sobre lirica e sociedade, p, 66-7).

donde se depreende que o objetivo de toda e qualquer lírica é ser "necessária e autêntica". de superar o nível do individual, como se ele fosse uma contingência nociva.

não é à toa que pra essa gente o blogue seja uma coisa absurda, o espetáculo do narcisismo jovem.

graças a deus.

Quinta-feira, 14 de Maio de 2009

joana não transava há um ano, por isso ficava se arrastando pela casa.

um dia eu cheguei e ela estava na janela, soluçando.

chamei o nome dela uma, duas vezes: desisti.

ela não tinha nada novo pra me dizer, por isso ficou lá, aproveitando o vento, observando silenciosamente o movimento na rua.

quando eu fui dormir, ela ainda estava lá.

e quando eu me levantei para ir pro escritório de manhã, ela ainda estava no mesmo lugar.

e quando eu cheguei, a tempo de ver o jornal nacional, não havia se movido.

foi aí que eu pensei, chega, e perguntei bem alto pra ter certeza de ela ouvir: - vai ficar aí plantada pra sempre?

e ela respondeu.

vou.

Segunda-feira, 11 de Maio de 2009

mais licoes da musica popular

de beber cair levantar
pra cair dormir trabalhar

Domingo, 10 de Maio de 2009

mais solitário que um paulistano
mais chato que o caetano

Sábado, 9 de Maio de 2009

ano do boi

trabalhar demais dá depressão.

Sábado, 2 de Maio de 2009

leitor baldio

estava jogada no sofá, lendo o A leitura e seus lugares, do Júlio Pimentel, quando me surge o seguinte:

É com essa presunção que o livro se apresenta, a de convidar a boas leituras num tempo em que pouco se lê e, inúmeras vezes, se lê mal ou se lêem coisas ruins. O leitor de livros baldios acostuma-se a eles e raramente se arrisca. O livro raso, de leitura esquemática e simplificada, não é porta de entrada para Proust ou Cervantes. É a sua negação, é o pretexto da recusa, é o vício.

eu gosto desses perfis de leitores. e gosto também de pensar que a literatura tem ainda e muito forte esse caráter de vício. me remete imediatamente ao século XVIII, aquele filme do marquês de sade, em que ele fica preso. a leitura como mobilizadora da sociedade, algo que faz da gente um punhadinho mais obtuso.

a leitura como construtora de seres piores, de leitores baldios, como eu.

Sexta-feira, 1 de Maio de 2009

301



este é o 301o post desse blogue. desse blogue. daqui a pouco dá pra fazer aquelas matemáticas loucas, se a gente passa tantos por cento da vida dormindo, quantos por cento eu passei postando, pro desespero da minha vida social?

Quinta-feira, 30 de Abril de 2009

"más sólo que pinochet en el día del amigo"

ditado uruguaio
eu tentei postar por email, mas aparentemente eu postei no blog de outrem.