terça-feira, 7 de agosto de 2007

Luvina

"'San Juan Luvina. Aquele nome soava a nome do céu. Mas aquilo lá é o purgatório. Um lugar moribundo onde morreram até os cães e já não há quem ladre para o silêncio: pois assim que a gente se acostuma ao vendaval que sopra por lá, não se ouve nada além do silêncio que existe em todas as solidões. E isso acaba com a gente. Olha para mim. Acabou comigo. O senhor que está indo para lá vai entender depressa o que estou dizendo'"

Juan Rulfo, "Luvina". Trad. Eric Nepomuceno

3 comentários:

lilitchka disse...

ou, to lendo 'pedro paramo' dele também!
muito bom =)

mari disse...

nossa! os napomucenos do brasil são muito safados..

vina apsara disse...

ele só escreveu esse romance, o pedro paramo, e o livro de contos chão em chamas - ou planalto em chamas, depende da tradução.

não consigo ler direito, me dá tristeza.