sábado, 13 de fevereiro de 2010

ginkgo biloba

eu tive um sonho esses dias com um semáforo. o vermelho era um carinha parado, mas o verde era uma cabeça arrancando os cabelos.

acho que explica um pouco porque não tenho escrito.

outro motivo é o derrida, que resolvi voltar a ler -- por preferência e por obrigação. demorei três dias para terminar o "paixões" e não sei dizer realmente sobre o que é. essa sensação derrida nas nossas vidas: não é à toa que se chama "desconstrução": às vezes a gente fica às voltas com o vazio, e isso incomoda porque achamos que um texto tem que significar. e acho que uma das coisas que derrida quer provar é que não precisa. e esse vazio é resultado consecutivo de um debate, que ninguem pode encerrar honestamente. honestamente dizer que sabe.

no paixões, algumas vezes, vê-se um derrida que quer descontruir sua própria pessoa. que quer destituir-se do lugar de filósofo, como um homem que exibe respostas.

a ideia da desconstrução é encontrar a pergunta. demarcar a zona de perigo. e, eventualmente, dizer: não sei.

2 comentários:

Mateo disse...

Como Descartes

Joilson disse...

Pô...legal isso...Não conheço do derrida (sou meio anti-frances, tentando fazer, como eles, um proveito parecido da filosofia alemã). Mas a icognita persiste né... Se não fosse assim, não representariamos os sistemas cadeais que a linguagem proporciona, como, a metafísicas,o pre-suposto, a lógica, o controle, a manipulação. Elas não seriam acessiveis...ou somos acessados por algo?...rsrrs. Mas essa idéia de desconstrução é muito massa. Ao menos no que intendo de hermeneutica, ou de sua parte desconstrutora...É tudo que se despõe ao argumento da alma.