quarta-feira, 26 de setembro de 2007

detectives

O blogue do Neil Gaiman é chato. Mediocremente, gosto mais do meu.

Comecei "los detectives salvajes" ontem, do meu novo amor Roberto Bolaño. Não consegui parar de ler. Levei o livro de 600 páginas para a cozinha, pro supermercado, consultório do dermatologista, farmácia de manipulação e oficina do pedreiro que vai concertar o chuveiro na sexta. Sim, ele continua pingando. Não, dessa vez não vai ser preciso quebrar tudo - e de hecho, eles fecharam a passagem secreta das baratas (aquele buraco no corredor).

Não lembro mais o nome do personagem principal, ah sim, Juan García Medero, um moleque de 17 que perde a virgindade mais ou menos na página 50, que abandona a faculdade de direito, que não se apaixona por ninguém mais além dele mesmo, que usa o verbo coger tanto em frases como "Me cogí el libro" (peguei o livro), quanto "cogí a Rosario ayer" (comi Rosário ontem). Pensando bem, os mexicanos são realmente tão vulgares como nós, porque afinal alguém poderia dizer "comi lasanha congelada hoje" e "não comi ninguém hoje". Esse costume antropofágico herdamos mesmo do latim, puristas que somos.

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